sábado, 17 de março de 2012

Civismo...

O civismo ou a falta dele, tem sido muito falado e ao mesmo tempo esquecido pela sociedade actual.
Cada vez as pessoas perdem a noção do que é o civismo, do que este implica, e do papel de cada um num mundo melhor.
Aqui ficam algumas ideias para reflectir sobre o civismo…
O termo civismo refere-se a atitudes e comportamentos que no dia-a-dia manifestam os cidadãos
na defesa de certos valores e práticas assumidas como fundamentais para a vida colectiva, visando a preservar a sua harmonia e melhorar o bem-estar de todos.
A doutrina cívica da sociedade percorre caminhos seguros. Civismo consiste em uma atitude activa, consciente e construtiva do cidadão no seio da comunidade.
Esse civismo real que vincula material e espiritualmente o cidadão à Pátria, conduz o cidadão de hoje inevitavelmente um compromisso maior com o Estado de Direito Democrático.
Construir sobre a pedra bruta, uma nação fundamentada na justiça, patriotismo, verdade, justiça harmonia, sempre foi o objectivo do cidadão, seja operativo ou na faze especulativa.
Na verdade o mundo interior e exterior estão intimamente ligados.
A pedra talhada, trabalhada que vai erigir nosso mundo interior, será reflectida no nosso mundo exterior, por isso nossa cruzada em busca da pedra angular.
Não obstante o tema deste trabalho não deve em hipótese alguma ser resumido no civismo litúrgico, estanque e inerte, onde todos se preparam para o hino brasileiro, conhecimento dos símbolos pátrios, ter postura adequada em certas solenidades. O cerne do civismo transcende tais acções, pois tais actos podem de uma forma ou de outra no depender histórico assumir uma posição fascista ou faustosa. A conduta ilibada perante a sociedade, a conduta esclarecida, o desempenho no cumprimento dos deveres e o equilíbrio na obtenção dos seus direitos.
Num real Estado Democrático de Direito, o Estado deve servir a o cidadão, contudo, a contrapartida de tal fato deve ser o exercício do civismo, pois o Estado nasce do povo para o povo, no seio deste, num real civismo consciente e esclarecido. Civismo é um conceito fundamental para uma sociedade democrática, isto é, uma sociedade que garante os direitos fundamentais dos cidadãos, como a liberdade e a igualdade, mas também necessita da participação activa dos mesmos.
Tal instituto, o trabalhado aqui, o civismo, é também acção norteada por princípios que livremente o individuo escolheu para se relacionar com os outros.
Essa atitude bem esclarecida é factor exógeno, pois é trazido em um conjunto de regras de um Estado, que é anterior a todos, Tem memórias, valores e heranças patrimoniais que importam preservar, sob pena de perderem aquilo que as diferencia e individualiza como tais. O civismo é em última instância uma atitude de defesa do próprio estado e da cultura que a mesma possui.
Claro que em tempos tão sombrios, o verdadeiro cidadão deve ficar afastado das mazelas profanas e principalmente da mentira. A mentira sempre foi à base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada. Está havendo uma desmoralização do pensamento. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido.
A ampliação da cidadania quantitativa e qualitativamente é indispensável a todo cidadão que antes de sê-lo, deve se tomar como um construtor de cidadania.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Crise...

Com o passar dos anos desde o 25 de Abril de 1974, os sucessivos Governos traçaram um rumo para Portugal que nos levou a um abismo sem fundo, do qual seria impossível sairmos sem sofrer consequências profundas.O constante desperdício dos recursos disponíveis, nas mais variadas áreas e projectos tinha de ter inevitavelmente consequências devastadoras mais tarde ou mais cedo.Este caminho de endividamento sem fim, foi agravado sem dúvida com a grande crise que se iniciou em 2008 nos EUA, a famosa bolha, mas na realidade talvez tenha sido a única forma para realmente o Governo perceber que era necessário traçar outro rumo para que a administração pública corresponda às expectativas do Cidadão e acima de tudo se torne sustentável.Recorrer à ajuda internacional foi a forma encontrada para evitar que Portugal fosse simplesmente sair do Euro, ou ficar isolado sem possibilidade de obter crédito ou manter a funcionar a sua Administração Pública.Esta ajuda no entanto tem um preço a pagar por todos, precisamente a austeridade de que tanto se fala em todo o lado, e associado a isso o "aperto do cinto".Pessoalmente acredito que é necessário tomar medidas profundas, mas principalmente implementar estas medidas de uma forma equitativa, eficiente e eficaz, continuar como se estava já não era mais viável. Era necessário mudar de rumo.Não é fácil agradar a todos, mas espero que quem Governa consiga ir no caminho da austeridade justa, sem interesses privados acima de Portugal.Talvez esteja a haver um exagero em determinadas medidas, mas o receio de que tudo volte ao que era obriga a ir mais além.A recessão é uma consequência sem dúvida inevitável do aumento da carga de impostos, do "apertar do sinto", e de outras tantas medidas, mas é urgente pensar em motivar a economia nacional.